Com o objetivo de melhorar a gestão do setor de varejo de mercantis ou pequenos supermercados, tornando-os referência em modernidade, qualificar seus funcionários, ampliar a satisfação dos clientes e aumentar suas vendas, será lançado em abril na região do Cariri, o Programa Varejo Competitivo, através de uma iniciativa da (Federação das Associações Indústrias e Serviços Agropecuários do Ceará) (FACIC), Associação Cearense dos Atacadistas( ACADE), e Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa (SEBRAE).
O Varejo Competitivo é um programa de âmbito nacional, desenvolvido para atender ao micro e pequeno comércio varejista alimentar (mercadinhos e pequenos supermercados).
Conforme o presidente da FACIC, Francisco de Assis Barreto, o setor teve um taxa de crescimento de 6% em nível de Brasil, enquanto que na região Nordeste cresceu entre 15% e 16%. ´Isso significa que as grandes redes resolveram se instalar para o Nordeste. E o Cariri, por ter um crescimento constante chama a atenção também dessas grandes redes de supermercados que estão aportando nesta região´, diz Assis Barreto.
Conforme avalia, boa parte dos comerciantes do Cariri é micro e pequenos empresários. Por esta razão, o Programa Varejo Competitivo é voltado para este público de até quatro caixas no seu mercadinho ou supermercado.
Cerca de 10 atacadistas distribuidores da região do Cariri, vão indicar seus clientes (mercadinhos), através de seus representantes comerciais, para participar do programa Varejo Competitivo, que durante quatro meses vai capacitar suas equipes de funcionários. A expectativa é de que participem 100 mercadinhos cada um indicando cinco pessoas.
´Ou seja, devem receber treinamento aproximadamente 500 pessoas para trabalhar no ramo na região do Cariri, sobre gerência em gestão financeira, gestão em estoque e atendimento ao cliente, tecnologia em higiene, conservação e manipulação de alimentos e layoutização de loja, acesso à tecnologia de gestão através da automação comercial ´, afirma.
O presidente da FACIC explica que toda receita das classes BC e E está sendo direcionada ao consumo, basicamente para alimentos, limpeza e higiene pessoal. Portanto, mercadinhos e salões de beleza, conforme relata, têm tido um crescimento significativo na região do Cariri.
´Observaqndo esse crescimento, não poderíamos deixar o Cariri e cidades pujantes como Juazeiro, Crato e Barbalha, de fora desse programa Varejo Competitivo´, declara, destacando que o pequeno comércio varejista exerce grande influência na economia local e regional, principalmente, pelo grande número de estabelecimentos e mercadorias diversificadas as formas de venda.
´Para se ter uma idéia, existe praticamente em quase toda esquina mua mercearia. Algumas mais surtidas, outras, nem tanto, atendendo todo o público de vizinhança. O pessoal dessas mercearias conhece todos, inclusive, pelo nome. Tem gente que está sem dinheiro e corre até a mercearia para comprar fiado, o que não acontece nas grandes redes de supermercados. Não somos contra as grandes redes. Tem espaço para todo mundo, aplaudimos inclusive essa concorrência que vem trazendo qualidade e muita coisa nova para o setor. Aprendemos muito com as grandes redes. Entretanto, não podemos deixar esse mercado de vizinhança morrer, porque sua economia é muito forte´, comenta Assis Barreto.
Já o gestor de varejo do Sebrae, Ivan Moreira, informou que o Programa de Varejo Competitivo prevê dentro de sua grade de capacitação montada especificamente para atender ao pequeno varejo alimentar, ações visando acabar com práticas ineficientes que geram resultados negativos e, consequentemente, a insatisfação dos clientes, a exemplo de um mix incompleto de produtos ofertados, filas nos caixas, em virtude do cálculo manual, falta de opções de pagamento, funcionários despreparados para o atendimento, estabelecimento desarrumado, com deficiência de iluminação, afora outrs problemas e passa a implantar mudanças significativas, como adoção da teconologia de automação, oferta de um mix focado nas reais necessidades do mercado consumidor, gerenciamento dos produtos por categoria, boas práticas de higiene, conservação e manipulação de alimentos, gestão de compras e estoque, estabelecimento arrumado e bem iluminado.
´Também será oferecida consultoria na própria loja, sendo feita a partir de uma identificação das falhas que o comerciante está cometendo, seja na questão da fachada da loja, seja na parte do atendimento ou mesmo na parte da higiene e manipulação dos produtos com os quais ele trabalha, carne, frutas, etc, melhorando consideravelmente o aspecto de seu estabelecimento comercial, para uqe isso seja percebido imediatamente pelos clientes´, diz Ivan Moreira.




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