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| Foto : Divulgação |
O Delegado Municipal de Barbalha, Marcos Antonio dos Santos, remeteu à justiça o inquérito policial que apura a morte da estudante Erika Vieira Silva, de 16 anos, assassinada no último dia 13 de agosto. Conforme havia prometido, ele reuniu a Imprensa na manhã desta sexta-feira para contar detalhes do conteúdo entregue ao poder judiciário solicitando a busca e apreensão do menor de iniciais M.P.F., de 16 anos.
O delegado entende que ele agiu sozinho e é o único indiciado pelo crime.A autoridade policial vê contradições nos depoimentos do rapaz e fortes evidências do envolvimento do mesmo. Ele estuda no Liceu de Barbalha, mesma escola da garota, e a idéia inicial é que houve a tentativa de fazer sexo, luta corporal, o assassinato e a ocultação do cadáver. Conforme o exame do Instituto Médico Legal (IML), o estupro não existiu e a polícia faz o indiciamento por homicídio qualificado na base da asfixia já que os traumas no corpo foram da queda no cacimbão com 15 metros de profundidade.No depoimento que prestou dia 16 de agosto ao delegado Marcos Antonio, o adolescente procura atribuir o homicídio a dois supostos assaltantes que o haviam abordado e saído na direção da chácara abandonada onde o mesmo teria deixado a garota. Ele admitiu ter saído acompanhado dela do Liceu na direção do ponto de ônibus mais próximo e acrescentou ter atraído-a para a chácara desejoso de manter relações sexuais com a colega.
Saiu do local por volta das 12h30min sem obter êxito, conforme disse, afirmando ainda que a estudante permaneceu. Há alguns metros teria sido assaltado por uma dupla que seguiu na direção da chácara. Momentos depois retornara à chácara e não viu mais Erika, mas vestígios de sangue. Ele não explicou o motivo de não ter avisado à polícia. Quanto a ida até à casa de um colega, por volta das 14 horas daquele sábado, para trocar roupas e com alguns arranhões, confirmou ligando a origem dos mesmos ao assalto. Nesse dia da conversa com o delegado, M.P.S. apresentava sinais de mordida que, a princípio, relacionou com supostas “carícias” da garota e, depois, a agressão dos assaltantes. Outro detalhes que chamou a atenção de Marcos Antonio foi o achado no local do crime de um crucifixo com cordão que o menor havia pedido emprestado a um colega. Há um histórico, de acordo com o delegado, de duas tentativas de homicídios desse rapaz.No dia 16 de agosto, teria sido uma das vezes dentro do colégio com uma faca. O relato do próprio é quanto a uns “espíritos” que ficam chamando-o junto com pessoas a rirem do seu lado. Existem ainda informações relacionadas com consultas a terapeutas e toda essa história agora passa às mãos da justiça a quem caberá a análise e aceitação ou não do indiciamento a partir do Ministério Público. O principal acusado do crime não se encontra em Barbalha.
Reportagem : Gabriel lopes do O cariri licado nas noticias.




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